De olho nos celulares EMI fecha acordo para distribuir acervo
Exatos 25 anos após o estouro de “Geração Coca-Cola”, uma das principais canções de protesto do rock brasileiro, a Legião Urbana está prestes a desbravar um novo horizonte comercial –ainda que, com a morte do líder Renato Russo, em 1996, a banda tenha deixado de existir oficialmente.
Os herdeiros de Renato e os músicos Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá fecharam com a gravadora EMI um acordo para distribuição nos meios digitais de todo o acervo do grupo, incluindo músicas, clipes, shows e entrevistas.
Para a EMI, trata-se de um contrato “inédito e inovador”, que ilustra o dilema por que passa a indústria fonográfica em todo o mundo: sobreviver vendendo um produto que as pessoas conseguem obter de graça. O objetivo é recuperar o faturamento perdido na venda de CDs com a comercialização de conteúdo para operadoras de telefones celulares, que, com a chegada dos aparelhos de terceira geração –com grande capacidade de recepção, exibição e armazenamento de áudio e de vídeo–, passarão a vender muito mais do que ringtones.























