Ouça: The Cranberries

Dolores Em 1988, na cidadezinha do interior da Irlanda Limerick, os irmãos Noel, guitarrista e Mike Hogan, baixista, juntam-se ao amigo Fergal Lawler, baterista, para formarem uma banda. A tal banda que inicialmente chamava-se The Cranberrie Saw The Drunkman, estava fazendo testes com vocalistas.Vários cantores tentaram mas não foram agregados ao trio.Respondendo ao anúncio colocado no jornal local, a primeira mulher surgiu para tentar a sorte.

Dolore O’Riordan pintou no galpão onde a banda ensaiava,com um teclado embaixo do braço e muitas músicas na cabeça.Neste primeiro encontro,Dolores e Noel compuseram, de cara, seis músicas .Entre essas seis, Linger , que viria a ser, tempos depois, o primeiro hit do grupo.

A primeira providência de Dolores foi mudar o nome do grupo, que passou a chamar-se The cranberries (assim mesmo, com “c” minúsculo), que é o nome de uma frutinha silvestre típica da Irlanda. Em 1990, lançaram um disco independente que não vendeu quase nada. O álbum acabou indo parar nas mãos de uma Major, a Island, gravadora dos principais grupos irlandeses.

Este foi o ponto de largada, puxado pelo mega hit Linger, o álbum “Everybody Else is Doing it, so Why Can’t we?”, vendeu 15 milhões de cópias ao redor do globo em 1994.

O segundo álbum, “No Need To Argue”, foi outro estouro de vendas. Ainda mais pop, o álbum recheado de baladas destacou-se pelo enorme sucesso de “Ode to My family” que tornou o cranberries conhecido em mercados ainda não explorados como as Américas central e do sul, e Ásia.

As letras agora, mostravam uma banda engajada socialmente. O cranberries quer ajudar o mundo ao som de pop bem feito. Dolores , depois de cantar no festival de Warchild junto com Pavarotti, em prol das crianças da Bósnia, doou alguns milhares de dólares para uma instituição de menores carentes na Irlanda, fruto de uma indenização judicial contra uma revista de fofocas inglêsa que havia publicado que Dolores teria feito um show no Reino Unido, sem calcinha. Além disso eles gravaram um dueto com Marianne Faitithfull para um disco em benefício das pesquisas para a cura da AIDS.

No terceiro álbum, “To The Faithfull Departed”, o cranberries aponta para uma nova sonoridade. A gigantesca turnê de “To The Faithfull Departed” teve de ser interrompida por causa dos problemas de saúde que Dolores vinha enfrentando. A vocalista sofreu um acidente esquiando que praticamente acabou com o seu joelho.

O Cranberries infelizmente terminou em 2003, deixando uma legião de fiéis fãs. Depois de quatro anos se dedicando à vida em família, Dolores O’Riordan, ex-vocalista, volta aos palcos com a veia existencialista que lhe é peculiar desde os tempos da antiga banda. O marco da nova fase da carreira são as letras, agora fruto de uma fase mais madura da vida, e o experimentalismo na sonoridade, mais voltada para o rock. O primeiro álbum solo desde o fim do grupo, em 2003, é o “Are You Listening”. Um dos hits atuais é “Ordinary Day”. Ela reviverá clássicos do seu grupo de origem. Estarão no repertório das apresentações “Linger”, “Dreams”, “Ode To My Family” e “Zombie.

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