Problemas de memória??? Saiba mais

images 1Você se sente assim a toda hora? Esquece compromissos, nomes, chaves? Antes que você esqueça seu próprio nome, veja como seu cérebro retém informações e melhore essa capacidade.

Onde foi que você deixou a chave do carro? Como é mesmo o nome daquela menina com quem você ficou no Carnaval? Putz, ontem foi dia 5, você não pagou a fatura do cartão de crédito e vai pagar multa… Pois é, volta e meia sua memória o trai. Console- se: todos nós sofremos essa traição. E mais de uma vez. O problema é quando os lapsos ficam muito freqüentes. Quer combatê-los? Entenda como funcionam os meandros do cérebro responsáveis pela faculdade de reter memórias, lembranças e fatos, e aprenda a treinar essa capacidade.

A memória é cheia de melindres. Para registrar uma nova lembrança – seja o vocabulário do idioma que você está aprendendo ou o nome da vizinha que acabou de se mudar -, dezenas, centenas e até milhares de circuitos têm de entrar em ação. É como se seu cérebro tivesse várias pastas de arquivo, igual ao seu computador. Quando as conexões se estabelecem entre os neurônios, cada nova lembrança vai para a devida pasta. Algumas coisas foram feitas para serem realmente esquecidas. Imagine se você se lembrasse de todos os lugares onde deixou a chave nos últimos meses? Seria o tipo de memória inútil. Para não arquivar coisas sem utilidade, o cérebro desenvolveu diferentes estruturas de memória. A memória imediata é aquela que nos faz guardar um número de telefone que acabamos de discar e que poucos minutos depois será esquecido. A memória de curto prazo, por sua vez, nos permite lembrar o que comemos mais cedo no almoço ou os temas foram discutidos na reunião chata de ontem. A de longo prazo dura anos. Inclui a lembrança de como foi sua primeira transa, do nome de seus pais, e está ligada também ao aprendizado de tarefas ou conhecimentos, como um novo idioma. images 2

Guarde apenas o que for útil

"Mesmo assim, uma memória de longa duração necessariamente não dura toda vida", explica o neurologista Ivan Izquierdo, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. "As memórias que se perdem com mais facilidade são aquelas que nunca são usadas." O passar do tempo compromete nossas lembranças. Por volta dos 50 ou 60 anos elas começam a falhar, e as que vão embora mais rápido são as de curto prazo. Um idoso se recorda de uma canção da infância, mas não de outra que acabou de ouvir. Faz sentido, já que as memórias de longo prazo estão sedimentadas há mais tempo. Mas calma. Não lembrar o nome da nova secretária não significa que você esteja ficando velho. Isso acontece em qualquer idade. "Esquecer um nome que acabou de ser dito, por exemplo, geralmente é pura falta de atenção", afirma Paulo Caramelli, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ou seja, se você não se concentra no que faz, sua memória o trai. Existem exercícios aparentemente esquisitos que ajudam a não se esquecer de detalhes corriqueiros. Na hora de decorar coisas sem associação lógica, como um rosto ou um nome, crie seu próprio caminho. Se o nome for João, busque uma palavra como "avião" ou "rojão" e associe o rosto a ela. "Não use expressões rotineiras, como ‘mão’. Elas causam menos impacto e são mais difíceis de lembrar", ensina Alcides da Silva, diretor da Methodus Consultoria, empresa paulistana que oferece cursos para melhorar a capacidade de aprendizagem. Não existe um meio efetivo de medir se a memória vai bem ou mal, exceto em experimentos de laboratório – e você não é cobaia. Mas um indício de que você pode estar exigindo demais do seu cérebro é o famoso branco. Esse lapso pode ser bastante irritante. Não é nada agradável ficar olhando para a cara do seu chefe e não conseguir se lembrar do número estatístico que ele pede, sabendo que está na ponta da língua. Mais uma traição da memória. "No cérebro há 10 bilhões de neurônios interagindo, boa parte deles envolvida no arquivamento de informações. Na hora de recuperar uma informação é preciso reativar a parte certa desse circuito", explica o images 3 neurofisiologista Gilberto Fernando Xavier, da Universidade de São Paulo (USP). "Ansiedade, álcool ou simplesmente muita coisa na cabeça ao mesmo tempo fazem com que o cérebro não consiga gerar o padrão de atividade necessário para reativar o circuito correto", diz. Por isso, dar um tempo para você torna sua memória mais eficiente. "Se está exausto e precisa memorizar algo, seja numa aula, seja numa reunião, reserve alguns minutos para relaxar antes. Escolha um método: exercite-se, caminhe, ouça música", ensina o consultor Alcides da Silva. Sua capacidade de reter informações será bem melhor. Não se esqueça disso.

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