Cosméticos “verdes”: Conheça as diferenças para não se enganar

images 1 De uns tempos para cá não se fala em outra coisa – uma "onda verde" tomou conta do mundo, e palavras como sustentabilidade passaram a integrar o vocabulário recorrente de várias áreas. O mercado de beleza não fugiu à regra, e é cada vez mais comum encontrar produtos autodenominados como "verdes", que propagam inúmeras vantagens frente aos cosméticos tradicionais.

Na teoria os cosméticos verdes são menos agressivos ao organismo e ao planeta, por priorizarem o uso de matérias-primas naturais (evitando corantes, perfumes e derivados de petróleo), terem um modo de produção focado na sustentabilidade, não realizarem testes em animais, entre outras práticas que variam conforme sua classificação ("orgânico", "feito com ingredientes orgânicos" ou "natural"). Cosmético verde é aquele que substituiu pelo menos uma parte de suas matérias-primas por produtos que vêm da própria natureza, como o óleo mineral pelo vegetal.images 3

Na prática, esse ramo da beleza ainda é cercado de controvérsias. Um erro recorrente é acreditar que os cosméticos naturais são hipoalergênicos. Mesmo um produto feito com matérias-primas vindas da natureza pode causar alergia. A chance é menor, mas pode acontecer de a pessoa ter uma reação a um determinado componente da fórmula.

Outra polêmica gira em torno da eficácia dos produtos. A idéia de que o cosmético orgânico ou natural é "mais fraco" é incorreta. As empresas européias sabem que precisam lançar orgânicos, e com eficácia, porque lá a exigência do consumidor é maior, e é possível produzir com eficiência qualquer tipo de cosmético natural ou orgânico.

A dermatologista Mônica Carvalho da Unifesp pondera: "Ainda não temos trabalhos científicos suficientes para saber se eles são eficientes ou não, pois são muito novos". Para a médica, algumas categorias como sabonete, xampu e exfoliante são potencialmente mais fáceis de serem feitas da maneira alternativa do que um creme antiidade ou filtro solar, produtos nos quais ela acredita ser necessária a adição de itens sintéticos. "Acho que as pessoas usam esse tipo de produto mais por princípios do que por eficácia", completa. images 2

O Brasil não possui atualmente uma legislação regulamentadora desse tipo de cosmético diferenciado. Com o crescimento do mercado, surgiram empresas certificadoras que assumiram o papel. No Brasil, as mais conhecidas são o Instituto Biodinâmico – IBD e a Ecocert Brasil, mas as empresas de beleza também possuem a opção de fazer a certificação de seus produtos com organizações internacionais, especialmente quando o foco é o mercado externo, como as americanas QAI e IFOAM, francesa Ecocert, as alemãs BDIH e Demeter, a italiana AIAB e a inglesa Soil. Embora não exista uma padronização de normas, parte delas trabalha com práticas semelhantes. No padrão do IBD, o cosmético orgânico é feito com pelo menos 95% de ingredientes orgânicos. A categoria feito com ingredientes ou matérias-primas orgânicas exige a presença de pelo menos 70% de orgânicos na fórmula. Por fim, o cosmético natural traz de 5% até 70% de ingredientes orgânicos.

Fonte: Bol

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